Carvão de sobreira, utlizado nas máquinas a vapor

As sobreiras eram cortadas em bocados de 2 metros e era-lhe retirada a cortiça.
Encamava-se e em redor era feita uma parede com terrões da altura do monte de sobreiras com uma porta.

Este monte era depois coberto com terra e através da porta era deitado lume ás sobreiras. Conforme ia ardendo eram feitos uns pequenos furos para sair o fumo. Passado muito tempo, por volta de 15 dias, os buracos eram apagados e a fogueira apagava-se. Depois de apagada limpava-se em redor e o carvão era retirado da “casa” e ensacado, transportado por bois até Cernache do Bonjardim e Tomar.

Carvão de torgas, utilizado pelos ferreiros.

As torgas eram arrancadas com uma picareta e depois ajuntadas.
Fazia-se então um buraco na terra que desse para colocar o molho de torgas. Nesse buraco era acendida uma fogueira e as torgas eram postas às camadas sobre a fogueira.
Depois de estar a torga em brasa deitava-se terra (sem calhaus) por cima de modo a cobrir e apagar a fogueira, passadas umas 2 horas.

Com o arrefecimento esta virava carvão.
Depois de apagada limpava-se em redor do buraco e era desenterrado o carvão que era ensacado e vendido para os ferreiros.